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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Autismo

O autismo é uma perturbação global do desenvolvimento infantil que se prolonga por toda a vida e evolui com a idade. O bebé com autismo apresenta determinadas características diferentes dos outros bebés da sua idade. Pode mostrar indiferença pelas pessoas e pelo ambiente, pode ter medo de objectos. Por vezes tem problemas de alimentação e de sono. Pode chorar muito sem razão aparente ou, pelo contrário, pode nunca chorar.

Quando começa a gatinhar pode fazer movimentos repetitivos (bater palmas, rodar objectos, mover a cabeça de um lado para o outro). Ao brincar, não utiliza o jogo social nem o jogo de faz de conta. Ou seja, não interage com os outros, pode não dar resposta aos desafios ou às brincadeiras que lhe fazem. Não utiliza os brinquedos na sua função própria. Um carro pode ser um instrumento de arremesso e não um carro para rodar no caminho. Uma boneca pode servir para desmanchar e partir mas não para embalar.

Dos 2 aos 5 anos de idade o comportamento autista tende a tornar-se mais óbvio. A criança não fala ou ao falar, utiliza a ecolália ou inverte os pronomes. Há crianças que falam correctamente mas não utilizam a linguagem na sua função comunicativa, continuando a mostrar problemas na interacção social e nos interesses.

 

Características gerais das crianças autistas:

- Fisicamente sadios e de boa aparência;

- Desconhecimento da sua própria identidade;

- Falta de comunicação;

- Não mantêm o contacto visual;

- Retraídos, apáticos e desinteressados;

- Indiferença em relação ao ambiente que os rodeia;

- Resistência a mudanças de ambiente;

- Incapacidade de julgar;

- Ansiedade frequente e excessiva e aparentemente ilógica;

- Hiperactividade e movimentos repetitivos;

- Entorpecimento nos movimentos que requerem habilidade.

 

            O presente tema retrata uma realidade cada vez mais presente entre nós. É intimidante o facto dos casos de autismo diagnosticados terem vindo a aumentar ao longo dos últimos anos. Segundo os intervenientes do programa da Oprah Winfrey sobre este tema, existe 1 criança autista em cada 150 crianças. Contudo muitas pessoas ignoram esta doença fazendo com que muitos familiares se sintam incompreendidos.

Outra questão adjacente ao autismo é a inclusão nas escolas, ou seja, estas crianças ingressarem no ensino regular. A questão que nos preocupa, como futuras educadoras, é como responder às necessidades especificas destas crianças, visto que até ao momento não existem qualquer tipo de formação dirigida às necessidades educativas especiais para os professores em geral.

A discriminação também é uma realidade nas escolas, seja da parte de outros pais, como das próprias crianças.

 

Qual o futuro educativo destas crianças?

 Sou uma boneca!!!!!!!

Adaptado: http://www.appda-lisboa.org.pt/federacao/autismo.php

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publicado por pretO nO rOs@ às 09:50
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7 comentários:
De Anónimo a 5 de Maio de 2008 às 10:22
O facto é que hoje em dia o ensino "especial" tem vindo a melhorar, mas ainda há muito que fazer, pois nós, como futuras educadoras sentimos que não estamos a ter a preperação e formação necessárias para a inclusão destas crianças no ensino regular.

Ana Martins e Sara Dias
De Daniela Cabrita a 9 de Maio de 2008 às 12:05
Em primeiro lugar, é de elogiar o vosso trabalho, não só pela vossa futura profissão, mas também como cidadãos atentos e preocupados que aparentam ser. Infelizmente, a desigualdade entre crianças, ainda está patente na nossa sociedade e cabe a Nós, regredi-la. Não pelo facto de ser apenas uma criança, mas sim, porque trata-se de um cidadão, com os mesmos direitos e deveres de qualquer um.
E como tal, tem o direito de sonhar e de lutar pela vida..O problema debate-se essencialmente nos outros! Até que ponto, é que os "outros" influenciam negativamente o desenvolvimento destas crianças? Até que ponto, é que o preconceito os deixa prejudicar?


De Alfenim_Pomba_Branca a 9 de Maio de 2008 às 21:39
Tive uma acção de formação em N.E.E.'s no ano passado e fiquei, digamos, 'apaixonada' pelos casos de autismo...isto é, muito sensibilizada...
Ao ditado que diz 'de cientista e de loucos todos temos um pouco' eu acrescenteria '...e de autistas...' porque todos nós temos nossas rotinas que por vezes são difíceis de serem alteradas por terceiros.
Os autistas são pessoas que merecem todo o meu respeito e compreensão...por vezes eu própria sou tão intransigente sem ser por um dano no meu cérebro...
De Chicailheu a 12 de Maio de 2008 às 21:18
Olá
Passei por aqui, e quero deixar a minha marca de passagem, dizendo que li com atenção o teu post sobre o AUTISMO!
Conheço várias crianças com essa doença.
Nem sempre são compreendidos, pelos próprios pais...que fará pelos outros que os rodeiam!

Se precisares algo da minha pessoa, estou disposta a judar.
Mais um blog, na Blogosfera! Parabéns.
Beijos

Chicailheu
De Daniela Ferreira a 13 de Maio de 2008 às 22:35
Oi meninas!
Como sabem este é um tema de eleição para mim e fiquei muitocontente com a vossa escolha. Partilho com vocês a preocupação da integração destes meninos nas escolas do regular, bem como a pouca ou nenhuma preparação que estamos a ter ao longo da licenciatura, em relação às NEEs, no entanto gostaria de fazer referência às salas de recursos TEACCH. Estas salas são unidades de atendimento a crianças com perturbações do espectro autista e funcionam em algumas escolas do regular, mas infelizmente, ainda não chegaram a todo o país.
De Maria Adélia a 16 de Maio de 2008 às 15:24
Sou mãe do Pedro, a melhor coisa que me aconteceu até hoje... apesar de todo o trabalho e todas as dificuldades que nós mães passamos com estas crianças tudo vale a pena quando pela primeira vez em anos o nosso filho nos agarra a mão e diz " Gosto muito de ti mãe" . A minha mensagem é dedicada a todas as mães que enfrentam as mesmas barreiras,e que dia após dia lutam sem nunca se cansar! Acreditem que é uma luta que vale a pena e que um dia trará recompensas! Queria tambem agradecer as estas alunas por se terem preocupado e lembrado desta doença que é muitas vezes esquecida..... exelente Trabalho.... Obrigado mais uma vez, felecidades para a finalização do curso!
bjs Maria Adélia
De Anónimo a 19 de Maio de 2008 às 09:42
Segundo o Dr. Lúcio Lima, “Uma criança chamada de autista pode ser desde aquele conhecido por esquisito, que prefere ficar em casa desvendando um problema no computador em vez de sair com os amigos, até os que ficam em isolamento total e não falam. Há os que decoram listas enormes, como catálogos telefónicos, por exemplo, mas não conseguem entender uma piada, nem figuras de linguagem”. O autismo não tem causas conhecidas e não tem cura. Assim,
quanto mais cedo for o diagnóstico e o início do tratamento, que possam ajudar no seu desenvolvimento, com certa independência, apesar da constante supervisão familiar, melhor será a inclusão.

Filipa, Joana J., Joana B.

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